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terça-feira, 22 de novembro de 2011

II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação - Relação com as Pessoas

Continuando a série de posts sobre o II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, em especial sobre o I Encontro de Governança de Tecnologia da Informação, relato abaixo o tema Relação com as Pessoas. O post anteriores desta série foram sobre Governança de TIC e Alinhamento Estratégico.

Eis aqui o tema crucial da governança de TIC. Mesmo que sejam implantadas as melhores práticas de governança, que sejam adquiridas as melhores ferramentas e cedidas as melhores máquinas, se as pessoas não forem preparadas e motivadas para dar suporte à governança: processos não serão respeitados; projetos não atingirão a tríade tempo, custo e escopo para alcançar a qualidade; enfim, a governança não terá sucesso na sua implantação.

Segundo alguns especialistas presentes, a principal ferramenta de governança são os processos. Em grande parte, processos são desenvolvidos e implantados, porém não são executados. Por quê? A resposta deles foi taxativa: para que os processos possam ser executados de maneira eficiente e eficaz é necessário que as competências das pessoas sejam trabalhadas, principalmente a partir da (i) Motivação, da (ii) Preparação/Capacitação e do (iii) Incentivo. A tendência de sucesso na execução dos processos tende a aumentar substancialmente com tais atitudes.

Cada organização deve ter seu próprio método de trabalhar as competências de seus colaboradores, pois estas competências serão influenciadas diretamente pela cultura da empresa. Então é necessário entender primeiramente a cultura da organização para poder trabalhar a motivação, a capacitação e os incentivos às pessoas.

Sabemos que a implantação de governança não é uma tarefa trivial. Por isso, muitas empresas costumam contratar consultorias para tentar implantar a governança. Segundo palavras do Marcelo Silva Cunha (Ministério da Fazenda): “Não acredito na contratação de consultoria para resolver problemas desse tamanho”. Em sua concepção, ao invés de contratar a consultoria para elaborar os processos de governança, a contratação deveria ter foco na capacitação dos colaboradores, e esses serem os responsáveis pela elaboração e implantação dos processos.

Da visão do órgão, as pessoas devem, em ordem:
  • Saber: As pessoas devem ser capacitadas e estimuladas a aprender;
  • Poder: A organização deve provocar a inovação e ceder espaço para a criatividade e a proatividade;
  • Querer: Após capacitar e ter espaço, as pessoas devem ser incentivadas para buscar o melhor para a organização.
O ambiente de TIC deve ser um ambiente onde as pessoas aprendam e, em seguida, melhorem a experiência dos seus pares/colegas. A troca de conhecimento/experiências com outras organizações também deve ser incentivada.

Como poderíamos melhorar a conscientização dos gestores sobre esse tema?

Finalizo este post com as palavras da nossa grande poetisa Cora Coralina:

"Feliz aquele que transfere o que sabe
e aprende o que ensina"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Governança de TIC


Como já vimos num post anterior (Planejamento Estratégico: um breve histórico), Segundo Fernandes (2009): " uma empresa sem missão é uma empresa sem um norte definido e (...) não tem condições de definir nenhuma estratégia". Sabemos que diante da competitividade no mercado atual, as organizações precisam inovar seus produtos e serviços para conquistar cada vez mais clientes. O caminho mais concreto para a inovação é, além da valorização das pessoas, um posicionamento da organização frente à concorrência e, para isso, é necessário um planejamento a partir de uma determinada missão.

Então, para atingir seus objetivos e metas, as empresas precisam executar as ações planejadas e essas ações precisam ser gerenciadas e mensuradas. À esse gerenciamento e mensuração dá-se o nome de governança, neste caso a governança corporativa. A governança corporativa pode ser interpretada como uma busca do aperfeiçoamento do comportamento das pessoas e das instituições (ALVES, 2001). Com a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) não seria diferente, principalmente com a dependência cada vez maior do negócio para com a TIC. Por conta disso, muitos autores têm classificado a TIC como atividade fim da grande maioria das organizações ultimamente, e não mais como atividade meio.

O alicerce da governança de TIC é o seu alinhamento à governança corporativa. É preciso que o Planejamento Estratégico de TIC seja elaborado de acordo com as premissas do Planejamento Estratégico Organizacional para que o alinhamento seja atingido, isto é, a TIC trabalhar em prol do negócio. A partir desse alinhamento é possível entregar valor à organização, seja ele de caráter financeiro ou não. Caso o alinhamento não seja alcançado, é bem provável que programas concebidos e ações propostas sofram descontinuidade, o que não permite atingir metas estratégicas a longo prazo.

A governança de TIC pode ser auferida a partir da ISO 20000, esta norma define diretrizes de qualidade para a gestão de serviços de TIC. Essa ISO é baseada nas boas práticas de gestão de TIC: COBIT (Modelo de controle de objetivos de TIC) e ITIL (Conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura). A adoção dessas boas práticas tem crescido nos últimos anos juntamente com o destaque que a Tecnologia da Informação e Comunicação vem ganhando no ambiente corporativo. Portanto, é indicada a implantação de tais práticas para atingir e manter um nível de maturidade de melhoria contínua para que as organizações possam conquistar cada vez mais espaço perante a concorrência.

Referências
ALVES, Lauro Eduardo Soutello. Governança e cidadania empresarial. Rev. adm. empres.[online]. 2001, vol.41, n.4, pp. 78-86. ISSN 0034-7590.