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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Governança de TIC


Como já vimos num post anterior (Planejamento Estratégico: um breve histórico), Segundo Fernandes (2009): " uma empresa sem missão é uma empresa sem um norte definido e (...) não tem condições de definir nenhuma estratégia". Sabemos que diante da competitividade no mercado atual, as organizações precisam inovar seus produtos e serviços para conquistar cada vez mais clientes. O caminho mais concreto para a inovação é, além da valorização das pessoas, um posicionamento da organização frente à concorrência e, para isso, é necessário um planejamento a partir de uma determinada missão.

Então, para atingir seus objetivos e metas, as empresas precisam executar as ações planejadas e essas ações precisam ser gerenciadas e mensuradas. À esse gerenciamento e mensuração dá-se o nome de governança, neste caso a governança corporativa. A governança corporativa pode ser interpretada como uma busca do aperfeiçoamento do comportamento das pessoas e das instituições (ALVES, 2001). Com a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) não seria diferente, principalmente com a dependência cada vez maior do negócio para com a TIC. Por conta disso, muitos autores têm classificado a TIC como atividade fim da grande maioria das organizações ultimamente, e não mais como atividade meio.

O alicerce da governança de TIC é o seu alinhamento à governança corporativa. É preciso que o Planejamento Estratégico de TIC seja elaborado de acordo com as premissas do Planejamento Estratégico Organizacional para que o alinhamento seja atingido, isto é, a TIC trabalhar em prol do negócio. A partir desse alinhamento é possível entregar valor à organização, seja ele de caráter financeiro ou não. Caso o alinhamento não seja alcançado, é bem provável que programas concebidos e ações propostas sofram descontinuidade, o que não permite atingir metas estratégicas a longo prazo.

A governança de TIC pode ser auferida a partir da ISO 20000, esta norma define diretrizes de qualidade para a gestão de serviços de TIC. Essa ISO é baseada nas boas práticas de gestão de TIC: COBIT (Modelo de controle de objetivos de TIC) e ITIL (Conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura). A adoção dessas boas práticas tem crescido nos últimos anos juntamente com o destaque que a Tecnologia da Informação e Comunicação vem ganhando no ambiente corporativo. Portanto, é indicada a implantação de tais práticas para atingir e manter um nível de maturidade de melhoria contínua para que as organizações possam conquistar cada vez mais espaço perante a concorrência.

Referências
ALVES, Lauro Eduardo Soutello. Governança e cidadania empresarial. Rev. adm. empres.[online]. 2001, vol.41, n.4, pp. 78-86. ISSN 0034-7590.

domingo, 18 de abril de 2010

Planejamento Estratégico - Foco e Execução

Neste post, irei comentar um vídeo que tive acesso no Blog Execução da Estratégia. Neste vídeo é exibida uma entrevista no Programa Conta-Corrente da GloboNews com o Roberto Campos de Lima, sócio-diretor da 3GEN (empresa de Consultoria e Educação em gestão Estratégica). A entrevista tem como foco principal o Planejamento Estratégico (PE) e sua execução nas organizações de saúde.

Os temas debatidos são bem diretos e concisos, atraindo a atenção pelo fato de abrenger não só o nicho de saúde, mas todas as organizações que desejam obter sucesso no desenvolvimento e execução do seu PE.

O Roberto de Lima coloca em cheque a grande maioria dos modelos de elaboração e execução do PE nas organizações, onde há um desinteresse dos colaboradores com relação aos projetos e processos que devem ser implantados. O entrevistado diz que, para cada um dos projetos, devem ser determinados líderes, que terão o papel de comunicar e acompanhar o processo de implantação e manter a equipe motivada através de um programa de remuneração e reconhecimento das atividades executadas.

Quando não ocorre o comprometimento dos colaboradores com a execução/implantação dos projetos, há uma frustração geral desde a atenção e apoio dos patrocinadores com relação ao Planejamento Estratégico até o reconhecimento dos clientes com relação aos serviços prestados pela organização. Torna-se necessário então passar da departamentalização para  a colaboração e manter o foco nos clientes tanto internos (colaboradores) quanto os externos (pacientes, no caso das organizações de saúde).

A entrevista na íntegra pode ser assistida através do vídeo abaixo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Brasil IT+: A consolidação da nossa Tecnologia

O Governo Brasileiro, as associações e os sindicatos nacionais no ramo da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) uniram-se em prol de um único objetivo: Fortalecer e consolidar os produtos e serviços em TIC do nosso país no exterior. Para isso, em dezembro de 2009, lançaram a nova marca da tecnologia brasileira, o BRASIL IT+.

O Brasil já possuia uma marca desde 2004 (Brazil IT), porém era necessária a sua evolução para acompanhar a visibilidade positiva do país conforme a sua economia e a conquista da sediação dos dois maiores eventos esportivos mundiais: A Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Sendo assim, a marca ilustrada na Figura 1 foi desenvolvida, segundo Kornilovicz (2009), sob quatro pilares: (i) a origem brasileira; (ii) o porte do setor no país; (iii) a habilidade em construir grandes parcerias; e (iv) a capacidade de ser um player estratégico em TIC.


Figura 1. Marca do Brasil IT+, desenvolvida pela FutureBrand.

Em entrevista a Canário (2009), Antônio Gil, presidente da BRASSCOM, disse que "O que vem acontecendo desde 2004 é que o país se transformou num dos maiores mercados do mundo de Tecnologia da Informação [e Comunicação]”. E, segundo Teixeira em Kornilovicz (2009), a expectativa é a sua ampla utilização reforce a construção de uma imagem de credibilidade, conhecimento, qualidade, segurança e comprometimento na entrega, ajudando a transformar o Brasil em uma das grandes potências mundiais no setor de TI[C].

A indústria brasileira de produtos e serviços de TIC é considerado um setor estratégico pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo Governo Federal em maio de 2008 (Kornilovicz, 2009). Ainda não possuindo dados do ano passado, o autor destaca que o setor tecnológico do Brasil movimentou US$ 29,4 bilhões em 2008, número que o transformou no oitavo maior do mundo e, quando comparado ao mercado latino-americano, projetado em US$ 61 bilhões, o Brasil deteve uma participação de 48%.

Nos resta aguardar neste ano as expectativas geradas diante das eleições presidenciais e a continuidade da recuperação dos países quanto à crise econômica. Temos a certeza que para nos posicionar melhor no mercado global necessitamos, além da consolidação da nossa economia, do fortalecimento e da supremacia tecnológica brasileira.

Referências

Canário, P. Apex muda marca da TI para tentar reposicionar Brasil no exterior. Portal TI Inside, São Paulo-SP, 07 Dez. 2009. Disponível em < http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=158855&C=264 >. Acesso em 28 Fev. 2010.

Kornilovicz, K. Brasil IT+: A nova marca setorial da Ti Brasileira. SOFTEX, Campinas-SP, 10 Dez. 2009. Disponível em < http://www.softex.br/_noticias/noticia.asp?id=2859 >. Acesso em 28 Fev. 2010.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sustentabilidade: Além da “TI verde”

Quando ouvimos falar de sustentabilidade, logo pensamos no meio-ambiente e que, para implantar processos com foco na sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), precisamos aplicar os conceitos da “TI verde”: redução do consumo de energia, reaproveitamento de hardware, compartilhamento de espaço em disco, etc. Porém, segundo ONU apud Prado (2008):

Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. (…) O desenvolvimento sustentável se dá em três aspectos: econômico, social e ambiental.

Logo, percebemos que a sustentabilidade não se aplica somente à conscientização ambiental dos colaboradores. Necessitamos mudar as estratégias organizacionais para atingir a excelência econômica, social e ambiental. Em Costa (2007), a inovação é citada como a grande impulsadora dessa mudança desde que os processos resultantes desta inovação reduzam os custos, seja aumentando a produtividade ou melhorando a segurança.

Época (2009) cita uma pesquisa cujo resultado revela que empresas européias com programas mais maduros de sustentabilidade registraram maiores margens de lucro (geralmente com acréscimo de 2%). Nesta mesma pesquisa “a Tecnologia da Informação é definida como uma ferramenta-chave para impulsionar iniciativas sustentáveis, com 70% dos entrevistados declarando que TI desempenhará um papel na redução do impacto ambiental de suas empresas”.

Todo e qualquer processo de mudança numa organização, mesmo que seja pequeno, torna-se complexo por modificar alguns hábitos ou vícios. Podemos desenvolver um Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação (PETIC) e aplicar as ações delimitadas neste para diminuir ao máximo a complexidade destas mudanças. Esta diminuição dar-se porque o PETIC faz com que os projetos sejam planejados para serem corretamente implantados.

Tanto sustentabilidade como planejamento estratégico não devem ser tratados como risco, mas como oportunidade. À medida que a sustentabilidade vai recebendo este destaque ela desloca-se de uma posição marginal/alternativa para uma posição central na estratégias de negócios (ÉPOCA, 2009). O mesmo acontece com o PETIC, pois a partir do seu desenvolvimento as organizações podem atingir objetivos de forma mas eficiente e direta.

Referências

COSTA, L. O Profissional de TI e a Sustentabilidade.
PRADO, A. Sustentabilidade em TI.
ÉPOCA. Sustentabilidade: Poucas empresas de TI colocam em prática.

sábado, 1 de agosto de 2009

PETIC: Conceitos, Fundamentos, Guia e Sua Aplicação na Universidade Federal de Sergipe

Segue abaixo apresentação do meu trabalho final de conclusão de curso. O documento final está sendo revisado e, em breve, será publicado aqui no blog.

Título: PETIC: Conceitos, Fundamentos, Guia e Sua Aplicação na Universidade Federal de Sergipe

Resumo:
Inovações contínuas de tecnologias vêm ocorrendo nas últimas décadas, gerando uma grande quantidade de informações que trafegam rapidamente pela Internet. As organizações, inseridas nesse contexto de um mercado dinâmico, necessitam tratar a grande quantidade de informações de modo adequado para absorver somente o que lhes proporcionem vantagens em relação aos seus concorrentes, evitando um montante de informações desnecessárias. A fim de disseminar eficientemente as informações e os conhecimentos necessitamos de ferramentas apropriadas. Várias destas ferramentas são baseadas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Apresentaremos conceitos a respeito da Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação. Mostraremos a importância do tratamento eficaz de informação e conhecimento através da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Mostraremos a necessidade da concepção e execução do Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação (PETIC). Apresentaremos os fundamentos do PETIC. Proporemos um guia simplificado para a concepção do PETIC de forma a atender as limitações financeiras e de pessoal nas pequenas e médias empresas. Descreveremos todo o processo de documentação e implantação do guia proposto. Apresentaremos um estudo de caso na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

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